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Comece agora mesmo a cuidar do seu corpo e mente fazendo atividade física com qualidade e segurança.

Qualidade de vida e bem estar.

Segurança, Motivação e exclusividade!

Supere seus limites e conquiste seus objetivos!

Entre em forma e conquiste saúde!

O erro de quem corre para aliviar a ansiedade e estresse

 “Eu só quero correr sem pressão.”

Essa é uma das frases que mais escuto de quem chega até mim e querem usar a corrida como ferramenta de bem-estar. Pessoas cansadas, ansiosas, sobrecarregadas, que enxergam na corrida uma forma de aliviar a mente, desacelerar, fugir um pouco do peso do dia a dia.

Faz sentido.

Quando a vida se torna exigente demais, o corpo entra em estado de alerta constante. O sistema de ameaça fica hiperativo, sustentado por catecolaminas como adrenalina e noradrenalina, além de níveis elevados de cortisol. O resultado não é apenas mental, ele é físico. Músculos tensionados, respiração mais curta, sensação de fadiga constante, mesmo sem esforço real. Como se o corpo estivesse o tempo todo se preparando para lutar ou fugir, mas sem nunca descarregar essa energia. A cabeça nunca desliga.

E então vêm as tentativas de compensação.

Alimentos altamente palatáveis, ricos em açúcar, gordura e sal, ativando vias dopaminérgicas para gerar alívio rápido. Bebidas estimulantes para manter o nível de ativação. Medicamentos para dormir, outros para controlar a ansiedade. Finais de semana usados como válvula de escape, muitas vezes com excesso. Um ciclo que alterna entre hiperativação e tentativa de anestesia.

Nesse contexto, buscar algo leve, sem cobrança, sem responsabilidade, é compreensível e realmente necessário. A corrida aparece como esse espaço.

Contudo, surge uma pergunta importante.

Isso é o que a pessoa quer ou o que ela precisa?

Na Terapia Cognitivo Comportamental, quando alguém começa a evitar sistematicamente situações que exigem enfrentamento, chamamos isso de comportamento de evitação. O alívio imediato reforça o padrão, porém mantém o problema ativo.

E aqui está o ponto central.

O padrão mental não desaparece quando você começa a correr, apenas muda de ambiente.

A pessoa que vive sob medo de julgamento não deixa de sentir isso correndo sem pace. A necessidade de aprovação não some porque o treino não tem meta. A tendência à comparação continua presente, mesmo sem números explícitos. A autossabotagem encontra novas formas de se manifestar.

Correr sem estrutura pode reduzir a pressão inicial, mas não necessariamente desenvolve as capacidades que essa pessoa precisa.

Saúde mental não é apenas ausência de estresse, mas sim funcionamento adequado das estruturas envolvidas na regulação emocional, tomada de decisão e percepção de si mesmo. O córtex pré-frontal, especialmente, precisa ser estimulado de forma ativa para desenvolver controle inibitório, planejamento e resiliência.

E isso não acontece apenas com relaxamento.

Relaxar é necessário, porém não suficiente. O desenvolvimento dessas funções exige exposição gradual ao desconforto, compromisso com o processo, responsabilidade sobre as próprias escolhas. Sem isso, o sistema continua reativo, apenas com momentos pontuais de alívio.

A diferença entre remédio e veneno está na dose.

Corrida demais, com cobrança excessiva, pode amplificar ansiedade. Corrida leve demais, sem direção, pode manter a estagnação. O ponto está no equilíbrio entre estímulo e recuperação, entre desafio e controle.

O que muitos buscam é um escape. Um tronco no meio do oceano para não afundar.

Mas a corrida pode ser mais do que isso.

Ela pode ser o barco.

Um meio de desenvolver controle sobre o próprio corpo, clareza mental, capacidade de lidar com desconforto, consistência nas decisões. Não para eliminar as ondas, mas para aprender a navegar por elas.

Para que isso aconteça, o treino não pode se limitar à fisiologia e à biomecânica. Ele precisa considerar comportamento, padrões cognitivos, contexto de vida. Precisa respeitar o momento da pessoa, porém também conduzi-la para além dele.

Relaxar quando necessário, mas avançar quando possível.

Sem isso, a corrida vira apenas mais um alívio temporário. Com isso, ela se torna uma ferramenta real de transformação.

E é exatamente nesse ponto, que a condução faz diferença, que eu mais gosto de atuar. O aluno entra querendo escape, mas permanece, pois, encontra desenvolvimento, crescimento através de acompanhamento qualificado, mas respeitoso e dedicado.

Como ser um corredor de longas distâncias?

 Sempre fiz exercícios físicos. Impensável isso não fazer parte da minha vida. Claro, assim como para todas as pessoas, as modalidades que fiz tinham como meta me levar a um objetivo para além da modalidade. Por exemplo, musculação me ajudaria a hipertrofiar o que me ajudaria a ter auto estima, o que me ajudaria com as meninas. Mas eu também gostava de treinar musculação. Criava desafios internos, testava meus limites e isso me motivava a permanecer constante. Fazia por gosto pela aquela vivência.

Já a corrida, nunca gostei de fazer. Essa foi sempre pela obrigação para me levar a algum outro objetivo e nada mais. Nunca foi porque sentia prazer enquanto fazia. Pelo contrário. Ainda criança, detestava quando os professores mandavam correr em volta do campo. Fazia porque me ajudaria a jogar futebol melhor. Depois de adulto, corria somente para ajudar no shape ou para acompanhar algum aluno ou amigo. Nunca havia sido porque eu gostava de correr.

Mas algo mudou. Resolvi usar a corrida para um fim específico. Desafiar meus limites e isso demandaria fazer para mim, o que fazia para os alunos. Criar uma programação específica. Nada de treinos aleatórios.

Para conseguir executar aquilo que programei, precisei criar em mim algo que todo corredor de longa distância tem. Uma identidade.

Quando falamos em corredores de longa distância, pensamos o quanto essas pessoas são resilientes, pacientes, não se desesperam por ter que ficar horas fazendo o mesmo movimento. Também, logo nos vem à cabeça a disciplina, capacidade de suportar a dor, como são bons planejadores, cuidadosos com a rotina e alimentação. Chama atenção também, como são bons em dizer “não” para aquilo que pode atrapalhar seus objetivos.

Na Terapia Cognitivo Comportamental temos uma premissa que comportamentos geram evidências, evidências geram crenças, crenças geram identidade e identidade geram comportamentos e esse ciclo se fortalece cada vez mais.

Por isso, desde o início, sempre venho modelando àquelas pessoas que já conseguem fazer o que eu desejo alcançar.

Sempre que tenho um treino desafiador, ou estou com vontade de pular um treino, mudar uma refeição ou desistir de uma meta, faço-me uma pergunta:
“O que o corredor de longa distância que quero me tornar faria?”. Já quando estou no meio do treino e ele está maçante, demorado, parecendo não fluir afirmo para mim mesmo:
“Você é o corredor de longa distância que consegue manter a calma, paciência. Você é como aquele sniper que fica horas numa posição esperando a hora certa de apertar o gatilho, uma única vez, para dar o tiro certeiro”. Também busco nos meus pensamentos a lembrança que ser corredor de longa distância é ser meticuloso, obcecado, calculista, frio, metódico, consciencioso.

Dessa forma, “relembro” meu cérebro quem estou me tornando, reforço a identidade e como vimos, ela nos leva a comportamentos no caso seguir o treino. Isso me gera evidências que estou me tornando realmente um corredor de longa distância. Aumenta a minha crença nessa identidade e assim reforço esse ciclo. Tornando me cada vez mais capaz de suportar aquilo que é preciso para alcançar meus objetivos.

Sabe o que me encanta nisso? Passei a amar correr. Nem consigo dizer mais se gosto tanto porque cultivei essa identidade ou se por ter aprendido gostar, consegui enraizar essa identidade.

O fato é que já havia passado por esse processo antes, para outros fins. Contudo, nesse caso, de forma inconsciente, sem saber quais eram os passos e estratégias técnicas para isso. Isso aconteceu quando resolvi estudar para o vestibular e aprendi a ser uma pessoa estudiosa, mesmo até aquela época, acreditando numa identidade contrária; a de alguém que não gostava de estudar. Também fiz isso para ser uma pessoa mais comunicativa, para beber menos e outras situações.
Mas foi na corrida, aí sim com conhecimento técnico não só de treinamento físico, mas comportamental, que usei estratégias e técnicas claras e de forma intencional.

Muito por isso, consigo ajudar tantos alunos a conseguirem objetivos que antes pareciam impossíveis para eles. As mudanças são lentas, mas são notórias e substanciais. O processo é constante, mas prazeroso, sentir que está se tornando a pessoa que deseja ser.

A identidade é algo forte, que molda como lidamos em cada situação. Ela nos leva a padrões. Isso pode ser uma prisão, mas com a técnica e abordagem certa, podemos transformar “a água para o vinho”.

Essa história me mostra que posso ter grandes conquistas que ainda não alcancei, mas antes eu preciso modelar com clareza e assertividade a identidade certa.

Você tem se comportado como alguém que já conseguiu os objetivos que você deseja alcançar? Conte para mim

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Quando a maratona se define

 Chegou abril e com ele, a fase mais decisiva e desafiadora da sua preparação para a maratona.

Provavelmente você correrá em BH, Porto Alegre ou no Rio

Então, agora é o momento em que você atinge o pico de volume semanal.

A quilometragem acumulada chega ao topo, exigindo além de esforço, estratégia certa.

Nesse momento é fundamental incluir longões mais extensos. Aqueles acima de 30 km, pois corredores que acumulam mais treinos nessa faixa tendem a quebrar menos na maratona.

Faltando 7 a 10 semanas você até consegue ficar mais rápido, mas o foco principal é sustentar aquilo que construiu no período de base. Consolidar eficiência, ensinar ao corpo e ao cérebro a reconhecer aquele ritmo como sustentável e não como ameaça. Por isso, os treinos de ritmo, também são essenciais, mesmo estando cansado.

Nesse cenário, naturalmente, você vai sentir um aumento significativo da fadiga.

Mais cansaço, mais desgaste físico e mental. Humor vai oscilar, disposição para treinar vai cair. Até mesmo a imunidade pode sofrer.

Por isso, três pilares se tornam inegociáveis:

O primeiro é o sono adequado, pois é aqui que o corpo e mente se recuperam e o deixa pronto para o próximo treino.

O segundo é alimentação estratégica:

Você não vai sustentar esse volume sem energia certa para treinar e sem nutriente chaves para ajudar na recuperação. A fase de déficit calórico já passou.

Reduzir carboidratos agora é um erro que muitos cometem.

Álcool agora pode comprometer toda a preparação, pois ele reduz sua capacidade exatamente quanto mais precisa e ainda compromete sua recuperação. Risco de infecção e lesões vai às alturas.

O suporte psicológico é o terceiro pilar e é o ponto mais negligenciado. O maratonista já tem o nutricionista e treinador e acha que para vencer a mente, basta apenas ter força de vontade.

Mas a verdade é que essa é uma fase em que o humor fica abalado, dúvidas aparecem com mais frequência. Você vai se questionar se vale a pena continuar, se vai dar conta, se está preparado.
Nesse momento, todas àquelas crenças sabotadoras ganham muita força nos seus pensamentos. Sua mente fica vulnerável.

Você vai se comparar, acreditar que todos parecem treinar melhor, suportam mais, evoluem mais. Você acha que está atrasado, que não consegue, que vai passar vergonha e que precisa desistir mais uma vez.

Isso não é fraqueza, mas o sistema reativo querendo proteger você. Por isso é justamente aqui que você precisa de um especialista para lhe dar direção, clareza e consistência para manter seu sistema consciente dominante.

Abril não é só mais um mês de treino qualquer, mas é o mês que vai definir como será sua prova.

Como está sua preparação?