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Comece agora mesmo a cuidar do seu corpo e mente fazendo atividade física com qualidade e segurança.

Qualidade de vida e bem estar.

Segurança, Motivação e exclusividade!

Supere seus limites e conquiste seus objetivos!

Entre em forma e conquiste saúde!

Como ser um corredor de longas distâncias?

 Sempre fiz exercícios físicos. Impensável isso não fazer parte da minha vida. Claro, assim como para todas as pessoas, as modalidades que fiz tinham como meta me levar a um objetivo para além da modalidade. Por exemplo, musculação me ajudaria a hipertrofiar o que me ajudaria a ter auto estima, o que me ajudaria com as meninas. Mas eu também gostava de treinar musculação. Criava desafios internos, testava meus limites e isso me motivava a permanecer constante. Fazia por gosto pela aquela vivência.

Já a corrida, nunca gostei de fazer. Essa foi sempre pela obrigação para me levar a algum outro objetivo e nada mais. Nunca foi porque sentia prazer enquanto fazia. Pelo contrário. Ainda criança, detestava quando os professores mandavam correr em volta do campo. Fazia porque me ajudaria a jogar futebol melhor. Depois de adulto, corria somente para ajudar no shape ou para acompanhar algum aluno ou amigo. Nunca havia sido porque eu gostava de correr.

Mas algo mudou. Resolvi usar a corrida para um fim específico. Desafiar meus limites e isso demandaria fazer para mim, o que fazia para os alunos. Criar uma programação específica. Nada de treinos aleatórios.

Para conseguir executar aquilo que programei, precisei criar em mim algo que todo corredor de longa distância tem. Uma identidade.

Quando falamos em corredores de longa distância, pensamos o quanto essas pessoas são resilientes, pacientes, não se desesperam por ter que ficar horas fazendo o mesmo movimento. Também, logo nos vem à cabeça a disciplina, capacidade de suportar a dor, como são bons planejadores, cuidadosos com a rotina e alimentação. Chama atenção também, como são bons em dizer “não” para aquilo que pode atrapalhar seus objetivos.

Na Terapia Cognitivo Comportamental temos uma premissa que comportamentos geram evidências, evidências geram crenças, crenças geram identidade e identidade geram comportamentos e esse ciclo se fortalece cada vez mais.

Por isso, desde o início, sempre venho modelando àquelas pessoas que já conseguem fazer o que eu desejo alcançar.

Sempre que tenho um treino desafiador, ou estou com vontade de pular um treino, mudar uma refeição ou desistir de uma meta, faço-me uma pergunta:
“O que o corredor de longa distância que quero me tornar faria?”. Já quando estou no meio do treino e ele está maçante, demorado, parecendo não fluir afirmo para mim mesmo:
“Você é o corredor de longa distância que consegue manter a calma, paciência. Você é como aquele sniper que fica horas numa posição esperando a hora certa de apertar o gatilho, uma única vez, para dar o tiro certeiro”. Também busco nos meus pensamentos a lembrança que ser corredor de longa distância é ser meticuloso, obcecado, calculista, frio, metódico, consciencioso.

Dessa forma, “relembro” meu cérebro quem estou me tornando, reforço a identidade e como vimos, ela nos leva a comportamentos no caso seguir o treino. Isso me gera evidências que estou me tornando realmente um corredor de longa distância. Aumenta a minha crença nessa identidade e assim reforço esse ciclo. Tornando me cada vez mais capaz de suportar aquilo que é preciso para alcançar meus objetivos.

Sabe o que me encanta nisso? Passei a amar correr. Nem consigo dizer mais se gosto tanto porque cultivei essa identidade ou se por ter aprendido gostar, consegui enraizar essa identidade.

O fato é que já havia passado por esse processo antes, para outros fins. Contudo, nesse caso, de forma inconsciente, sem saber quais eram os passos e estratégias técnicas para isso. Isso aconteceu quando resolvi estudar para o vestibular e aprendi a ser uma pessoa estudiosa, mesmo até aquela época, acreditando numa identidade contrária; a de alguém que não gostava de estudar. Também fiz isso para ser uma pessoa mais comunicativa, para beber menos e outras situações.
Mas foi na corrida, aí sim com conhecimento técnico não só de treinamento físico, mas comportamental, que usei estratégias e técnicas claras e de forma intencional.

Muito por isso, consigo ajudar tantos alunos a conseguirem objetivos que antes pareciam impossíveis para eles. As mudanças são lentas, mas são notórias e substanciais. O processo é constante, mas prazeroso, sentir que está se tornando a pessoa que deseja ser.

A identidade é algo forte, que molda como lidamos em cada situação. Ela nos leva a padrões. Isso pode ser uma prisão, mas com a técnica e abordagem certa, podemos transformar “a água para o vinho”.

Essa história me mostra que posso ter grandes conquistas que ainda não alcancei, mas antes eu preciso modelar com clareza e assertividade a identidade certa.

Você tem se comportado como alguém que já conseguiu os objetivos que você deseja alcançar? Conte para mim

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Quando a maratona se define

 Chegou abril e com ele, a fase mais decisiva e desafiadora da sua preparação para a maratona.

Provavelmente você correrá em BH, Porto Alegre ou no Rio

Então, agora é o momento em que você atinge o pico de volume semanal.

A quilometragem acumulada chega ao topo, exigindo além de esforço, estratégia certa.

Nesse momento é fundamental incluir longões mais extensos. Aqueles acima de 30 km, pois corredores que acumulam mais treinos nessa faixa tendem a quebrar menos na maratona.

Faltando 7 a 10 semanas você até consegue ficar mais rápido, mas o foco principal é sustentar aquilo que construiu no período de base. Consolidar eficiência, ensinar ao corpo e ao cérebro a reconhecer aquele ritmo como sustentável e não como ameaça. Por isso, os treinos de ritmo, também são essenciais, mesmo estando cansado.

Nesse cenário, naturalmente, você vai sentir um aumento significativo da fadiga.

Mais cansaço, mais desgaste físico e mental. Humor vai oscilar, disposição para treinar vai cair. Até mesmo a imunidade pode sofrer.

Por isso, três pilares se tornam inegociáveis:

O primeiro é o sono adequado, pois é aqui que o corpo e mente se recuperam e o deixa pronto para o próximo treino.

O segundo é alimentação estratégica:

Você não vai sustentar esse volume sem energia certa para treinar e sem nutriente chaves para ajudar na recuperação. A fase de déficit calórico já passou.

Reduzir carboidratos agora é um erro que muitos cometem.

Álcool agora pode comprometer toda a preparação, pois ele reduz sua capacidade exatamente quanto mais precisa e ainda compromete sua recuperação. Risco de infecção e lesões vai às alturas.

O suporte psicológico é o terceiro pilar e é o ponto mais negligenciado. O maratonista já tem o nutricionista e treinador e acha que para vencer a mente, basta apenas ter força de vontade.

Mas a verdade é que essa é uma fase em que o humor fica abalado, dúvidas aparecem com mais frequência. Você vai se questionar se vale a pena continuar, se vai dar conta, se está preparado.
Nesse momento, todas àquelas crenças sabotadoras ganham muita força nos seus pensamentos. Sua mente fica vulnerável.

Você vai se comparar, acreditar que todos parecem treinar melhor, suportam mais, evoluem mais. Você acha que está atrasado, que não consegue, que vai passar vergonha e que precisa desistir mais uma vez.

Isso não é fraqueza, mas o sistema reativo querendo proteger você. Por isso é justamente aqui que você precisa de um especialista para lhe dar direção, clareza e consistência para manter seu sistema consciente dominante.

Abril não é só mais um mês de treino qualquer, mas é o mês que vai definir como será sua prova.

Como está sua preparação?

Por que eu não consigo ter disciplina para treinar e fazer dieta?

 Você começa a treinar e fazer dieta com muito empenho. Segue certinho, sem faltar. Consegue ficar até mesmo sem beber numa festa, sem comer docinho de sobremesa. Acorda cedo para treinar. Mas passa 4, 5, 6 semanas e todo esse empenho vai caindo. Aos poucos começa as negociações dentro do próprio cérebro.

Maquiavel já dizia: “A natureza dos homens é inconstante: é fácil persuadi-los, mas difícil mantê-los persuadidos” e isso é exatamente o que acontece com você. Primeiros se convence a mudar, mas pouco tempo depois já desiste da mudança.

Porém, diferente de Maquiavel, que não conhecia neurociência, você vai aprender o porquê isso acontece.

Nosso cérebro é orientado para tomar decisões avaliando custo versus benefícios. Mas para tanto, ele precisa de uma referência para saber o quanto algo é custoso e o quanto é benéfico. Ele então busca essa informação em sua memória. Eventos e situações similares em que ele precisou tomar uma decisão. Para selecionar qual memória, em meio a tantas, ele usa como critério, gatilhos, similaridades de contextos, mas também aquelas memórias que tem mais a ver com a identidade que a pessoa tem de si, armazenada em outra área do cérebro.



Ele faz uma análise das possibilidades de tomada de decisão e escolhe aquela que traz melhor custo versus benefício não para o seu bem, mas para o bem da identidade sobre si, construída e registrada no seu cérebro.

A cada tomada de decisão o cérebro cria um registro e toda vez que ele precisa tomar uma decisão similar, ele busca nesse “arquivo de registros” aquela decisão mais “correta” para o “bem da identidade”. Tomada a decisão, ele reforça mais ainda aquela identidade já criada.

Mas ficar fazendo esse ciclo de: busca de registro, análise, tomada de decisão, reforço do registro, é do ponto de vista cerebral, lento. Então, o cérebro começa a encurtar o caminho. Ele entende que algumas informações já se repetiram tanto e ou foram tão importantes que é melhor já as reproduzir sem “pensar”.

Assim criamos os padrões de pensamentos, de comportamentos e automatizamos isso tudo. Dessa forma, temos os hábitos.

Uma pessoa que é disciplinada para treinar, fazer dieta, seguir um planejamento, mesmo em dias que não está tão animada teve em sua vida contextos, pensamentos e decisões que a levaram a criar esse tipo de padrão de decisão. Quanto mais ela se expôs a esses tipos de eventos e situações, mais ele cravou essa identidade e esse padrão cerebral.

Ao ponto que para algumas pessoas a dificuldade já não é mais sair de casa para treinar. Pelo contrário, se ela precisa descansar, ela tem que lutar com o cérebro é para ficar em casa, pois ele quer “mandá-la” para o treino. Note que aqui o cérebro não está preocupado com o que é o melhor de verdade para ela, que no caso seria se recuperar para continuar progredindo ou evitar uma lesão. Ele quer mesmo o melhor para a identidade construída para esse caso decidir ficar na cama não combina em nada, mas sim, ir treinar a qualquer custo.

Agora a pessoa considerada indisciplinada passa exatamente pelo mesmo processo, o problema é que no caso dela, a construção da identidade foi sempre de alguém que preferiu o prazer imediato, o conforto, a recompensa com baixo esforço. A cada vez que a pessoa deixa de treinar, pois está com preguiça, acredita que merece descanso, que não tem tempo, que a vida é muito mais difícil para ela vai reforçando o tipo de comportamento, pensamentos e hábitos.

Com o tempo, pessoas mais disciplinadas acabam tendo determinadas áreas cerebrais relacionadas a resiliência, planejamento, adiamento de recompensas, mais ativas do que os sedentários possuem.


Entendido esse quadro a pergunta que fica é: “então, vou ser sempre assim?”.
A resposta vai ser sim para a maioria das pessoas. Não porque não seja possível mudar. Pelo contrário, a mudança é possível sim, graças a neuroplasticidade. Que seria a capacidade de “remodelar” o cérebro. Inclusive, mesmo pessoas mais velhas podem mudar seus padrões, já que a neuroplasticidade, apesar de ser maior em crianças, continua ocorrendo durante a vida.

Mas o fato é que para mudar padrões de pensamentos, comportamentos e hábito é preciso método. Não é só uma questão de “força de vontade”. Emagrecer não é uma questão somente de “fechar a boca e treinar”. Na verdade, esse pensamento só piora as coisas.

É preciso entender muito profundamente como o cérebro se comporta e usar técnicas, especialmente de Terapia Cognitivo Comportamental para causar intervenções certeiras em cada caso. Infelizmente, a maioria das pessoas não terão acesso a isso, portanto a maioria das pessoas ficarão “dando murro em ponta de faca”.

Aqui, expus uma pequena parte de como o cérebro funciona. De forma didática, exclui uma infinidade de outros eventos cerebrais que ocorrem além disso, todos eles acontecem simultaneamente e numa velocidade absurda.

Agora, diferente de Maquiavel, você aprendeu que o seu “jeito de ser” não foi ao acaso, nem mesmo que você é escravo desse jeito para eternidade. Então, conte para mim, você tem algum tipo de comportamento, pensamento ou hábito que deseja mudar em si, mas tem muita dificuldade?

Você quer fazer parte da minoria que realmente consegue chegar na verdadeira transformação de si? Então, continue seguindo meus conteúdos por aqui e no Instagram. Aproveite para enviar essa carta para algum conhecido que fica se culpando por não conseguir mudar os próprio comportamentos e resultados.