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Comece agora mesmo a cuidar do seu corpo e mente fazendo atividade física com qualidade e segurança.

Qualidade de vida e bem estar.

Segurança, Motivação e exclusividade!

Supere seus limites e conquiste seus objetivos!

Entre em forma e conquiste saúde!

O que é um corredor bem treinado

 Você começa a correr, mas sente que não a respiração não ajuda, a perna pesa, o coração parece que vai explodir de tanta força que faz. Isso ocorre, pois sua capacidade física ainda está fraca. Mas calma, você pode melhorar e muito seu condicionamento físico. Mas além de treinos, precisa entender o que acontece no seu corpo, de acordo com cada tipo de treino que fizer.

Para melhorar a performance, o corpo precisa sofrer algumas adaptações, que são provocadas quando se oferta a ele estímulos na intensidade e quantidade certa.

O corpo possui duas fontes principais de energia. Uma, a gordura, é tão abundante que nos permitiria correr horas e horas. Mas que libera energia de forma lenta. A outra fonte é mais escassa e preciosa. Ela é o carboidrato armazenado como glicogênio muscular e hepático. A grande vantagem dela é que consegue liberar muita energia de uma vez.

Quando estamos num exercício e aumentamos a intensidade, aumentamos não só a demanda por mais energia, mas também que ela seja entregue em grandes quantidades e o mais rápido possível.

Ser treinado, então, é ter a capacidade de que mesmo com maiores intensidades o corpo retarde ao máximo o uso da energia preciosa, glicogênio. Conseguindo se satisfazer grandemente com a energia mais abundante, gordura.

Para tanto, precisa então, ter mais locais que queimam essa energia abundante (mitocôndrias) e que esses locais sejam não só mais numerosos, mas que funcionem melhor. Também precisamos ter uma capacidade de levar mais nutrientes para os músculos e retirar a “sujeira” dentro dele, causada pela liberação de energia. Para tanto, precisamos que mais sangue chegue lá e para isso o coração tem que melhorar a capacidade de bombeá-lo. Mas não basta apenas isso, ele precisa de “estradas” mais largas e mais numerosas para não gerar “engarrafamento” sanguíneo. Essas estradas são os vasos que irrigam esses músculos.

Correndo mais rápido, por mais tempo e usando mais energia o sistema vai gerar mais calor, o que limita a performance e por isso precisa, também ter um sistema de resfriamento excelente.

Com essas condições, atleta bem treinado já correrá numa velocidade maior que a maioria dos seus concorrentes. Mas outros poucos atletas de elite também estarão nesse mesmo nível.

O atleta bem treinado, então precisa usar sua energia preciosa, como se fosse um turbo, para conseguir correr em velocidade ainda maior e ele também não quer que ela acabe rapidamente.

O uso cada vez maior dessa energia produz uma espécie de “lixo” metabólico, importante, mas que limita o desempenho. Ele necessita, então de um sistema que consiga remover esse lixo de forma bem eficiente a tal ponto de conseguir, inclusive, usá-lo como fonte de mais energia preciosa.

Observe que à medida que ocorre aumento progressivo da intensidade o corpo passa a depender mais da energia preciosa e o atleta bem treinado é aquele que retarda o seu uso e ainda consegue reutilizá-lo e repare também que a medida que essa transição de energia acontece, traz junto a necessidade de que alguns sistemas reparadores atuem de forma mais contundentes. E cada transição dessa apresentam eventos fisiológico marcantes dos quais chamamos dos famosos limiares e é aí que entra a história das zonas de treinamentos.

Em baixas intensidades, usamos as duas fontes de energia, mas principalmente as gorduras. À medida que a intensidade aumenta e precisamos da energia do carboidrato, começa a ter um acúmulo desse “lixo” metabólico e no primeiro momento que o sistema não consegue removê-lo por completo e ele começa a ase acumular, chamamos de primeiro limiar ou limiar aeróbico ou limiar 1.

À medida que a intensidade continua aumentando, mais “lixo” se acumula até o ponto que o corpo começa querer usar a respiração para eliminá-lo. Sabe quando você começa a ficar tão ofegante? É o sistema querendo liberar o gás carbônico, pois é através dessa compensação respiratória que ele consegue ainda manter o sistema funcionando. Quando essa liberação de gás carbônico fica tão acentuada, chamamos de limiar anaeróbico, ou limiar 2. É nessa intensidade que você faz o famoso treino de limiar. Detalhe que não pode passar desapercebido. Ficar ofegante, portanto, não é porque “tá faltando ar” ou oxigênio, como muitos pensam, aqui o corpo ainda não chegou na sua capacidade máxima de consumir oxigênio o famoso Vo2 Máximo. Ele ainda suporta mais aumento de intensidade.

O atleta de elite que consegue suportar o sofrimento causado por todas essas repercuções fisiológicas e usa esse lixo como forma de produzir nova energia preciosa, consegue se destacar ainda mais do que os outros atletas.

Continuando ainda assim a subir a intensidade, chegamos num ponto onde o sistema, aí sim, chega na sua capacidade de captar oxigênio. Esse limite é o famoso Vo2Máximo. Aqui o corpo precisa de uma energia absurda e ela precisa ser entregue numa velocidade muito rápida. Por isso, aqui, praticamente 100% da fonte de energia é o glicogênio e a energia reaproveitada do lixo metabólico.

O atleta mais apto a vencer será aquele que esse ponto de Vo2 máximo seja o mais alto, e que o seu limiar 2 seja o mais próximo desse Vo2 máximo. Além disso, ele precisa ser aquele com a maior resiliência fisiológica para ser capaz de suportar o maior sofrimento que essa intensidade causa. Para tanto, ele precisa ter o que chamamos de eficiência mecânica de corrida.

Note que são muitas adaptações diferentes que o corpo precisa e cada uma dela ocorre melhor em um estágio diferente de intensidade. A Z1 e Z2, ocorrem antes daquele primeiro acúmulo de lixo. A Z3 ocorre entre esse ponto e seguinte que é quando o copo começa usar a respiração para liberar o lixo metabólico. A Z4 seria então a zona entre esse ponto e o ponto aonde o corpo chega na sua máxima captação de oxigênio. O Z5 seria então o ponto exato onde o corpo capta o máximo de oxigênio ou superior a ele.

Por isso, é importante seguir um planejamento que contemple todas essas zonas em quantidade suficiente. Quando o atleta não entende isso, comete erros de correr mais rápido quando deveria ser lento, fica cansado e depois não consegue correr rápido quando realmente deveria.

Para quem está com dificuldades em evoluir, siga meu perfil no Instagram @eltonpanzeripersonal e se inscreva para receber mais cartas semanais como essa. Aqui eu ensino sobre, mente, corpo e comportamentos para que você consiga evoluir verdadeiramente. 

O que correr uma ultramaratona me ensinou.

 Correr 30km, 40km, 50km não acontece do dia para a noite. Uma pessoa para conseguir isso precisa de muitos treinos de corrida, fortalecimento. Precisa ter uma alimentação minimamente saudável e controlada. Necessita de muita dedicação e disciplina.

Mas existe algo que é imprescindível para correr longas distâncias; saber dizer “não”.

A necessidade de pertencimento, de validação, o medo de rejeição, de exclusão, de julgamentos faz muitas pessoas a dizerem sempre sim para o outro, mesmo quando internamente quer recusar os convites, ofertas e pedidos. A nossa necessidade de fuga, busca por prazer também nós induz a sempre dizer sim para nós, mesmo quando queremos dizer não. Quem aí, rolando as redes sociais no celular, já quis dizer não para si, mas acabou dizendo sim ao continuar navegando na internet?

Com o passar dos treinos e de minha evolução nas distâncias percorrida, precisei cada vez mais de dedicação. Nesse processo aprendi na prática algo que é tão evidente e nós até sabemos, mas que talvez até por isso, nem percebemos ou praticamos.

Dizer sim para alguém é dizer não para si mesmo.

Aqui, não quero dizer que você deve ser um egoísta malvado que só pensa em si.

Também não me refiro apenas àqueles pedidos que a pessoa faz para “explorar” ou aproveitar da sua bondade. Digo, também, até quando alguém oferece uma oferta ou convite aparentemente bom.

Por isso é importante aprender a classificar as suas decisões em 3 categorias

A) Aquelas que ajudam alcançar seus objetivos

B) Aquelas que nem ajudam e nem atrapalham

C) Aquelas que atrapalham alcançar seus objetivos.

Nessa jornada, tive que em vários momentos recusar convites sociais, deixar de estar presente com entes queridos. Em alguns eventos que fui, tive que deixar de tomar minha cerveja, mesmo quando amigos ficaram insistindo. Em muitas sextas-feiras à noite tive que deixar de assistir séries com minha filha e esposa, pois tinha treino no dia seguinte.

Tive que deixar de aceitar alguns convites que até seriam vantajosos. Mas somente se eu tivesse outros objetivos de vida.

Enquanto corria minha primeira ultramaratona, vinha em minha cabeça a satisfação de saber que iria conquistar essa meta de correr 50km sem parar, graças a todas as vezes que “sofri” nos treinos e ao dizer não para aquilo que me afastava do objetivo.

Não fosse por isso, jamais eu poderia escrever essa carta a você e jamais poderia dizer que hoje sou um ultramaratonista.

A cada não que disse e por consequência me deixava mais perto da meta, mais entendia que preciso usar isso em todos meus caminhos e objetivos.
Nesses últimos anos, sinto-me mais focado em meus estudos, trabalho, família e treino.
Isso me levou a ver menos os amigos, sair menos, não jogar mais futebol. Mas tenho ganhado tanto por isso, que venho aprendendo, não no discurso, mas na prática aquilo cantado pelo Chorão do Charlie Brow Jr. “Cada escolha uma renúncia, isso é a vida”.

Talvez, na verdade provavelmente, você vai ouvir que sumiu, que virou bitolado, exagerado, que é egoísta. Mas talvez seja justamente isso que você precise ser. Pois quem vai arcar com as consequências dos seus sins, será você mesmo. Quem pediu, quem cobrou, quem julgou você vai seguir a própria vida, colhendo os frutos da sua permissividade, enquanto será você que sofrerá por ter se deixado de lado.

Acredito que a maioria das pessoas, sucumbem a essa necessidade de aprovação do outro e sempre diz sim para as vontades alheias e até as vontades próprias, pois ainda não conhecem qual o próprio caminho. Acabam, portanto, caindo naquela frase de Sêneca: “Se um homem não sabe a que porto se dirige, nenhum vento lhe será favorável”.

Todo convite, toda oportunidade, todo pedido, parece ser bom, ser urgente e ser imperdível.
Correr essa ultramaratona mostrou que muitas vezes dizer sim para uma oportunidade pode ser maravilhoso para uma pessoa, mas para outra que tem objetivos diferentes pode ser uma péssima ideia.

Talvez ganhar mais dinheiro em um emprego em uma outra cidade pode ser ótimo para uma pessoa, mas seria péssimo para outra.

Essa jornada até meus primeiros 50km fez que eu reforçasse esse entendimento, principalmente por ter o colocado em prática.

Pensando nisso quero que você responda, você sabe dizer não?

O que a maratona e o primeiro beijo têm em comum?

 Você estava lá, diante da pessoa que lhe fazia tremer as pernas e de repente os seus lábios se tocaram. Um estalo, um selinho... 1 segundo, talvez dois ou três. O primeiro beijo concretizado.

Ao mesmo tempo que foi rápido, foi eterno. Ao mesmo tempo que gerou medo, insegurança, tensão, gerou felicidade, alívio, orgulho satisfação e o sentimento de plenitude.

Para alguns o primeiro beijo foi mágico, para outros foi indiferente, infelizmente, para alguns foi traumático e era melhor que nem tivesse acontecido. Para alguns, como eu, nem nos lembramos.

O fato é que o primeiro beijo só existe uma única vez. Não importa quantos beijos você deu depois disso. O primeiro nunca mais vai existir.

Na vida, a primeira vez de qualquer coisa que você faça, nunca mais se repetirá e deixará um registro ne seu cérebro. Poderá moldar toda sua vida, a depender do que se tratava e acima de tudo, de como você digeriu todo esse momento.

A maratona não foge dessa regra. Correr a sua primeira maratona só acontecerá uma única vez e se vocês está aqui comigo, parece-me que está prestes a acontecer ou ela foi marcante na sua vida, caso já tenha feito a sua estreia.

Para os iniciantes, tenho algo muito importante a dizer, assim como o primeiro beijo pode ser maravilhoso ou ser desastroso a maratona também corre esse risco.

Um beijo precoce, inesperado, sem preparo mental principalmente deixa marcas terríveis. Uma maratona sem o devido preparo físico, sem o respeito pelo que isso significa e sem principalmente a maturidade psicológica para esse grande momento, poderá trazer traumas irreparáveis na sua vida de corredor.

Não é incomum nos depararmos com maratonistas que afirmam nunca mais querer correr uma maratona. Assim como aquele que lidou mal com o primeiro beijo e depois dali teve uma vida inteira de dificuldades nos relacionamentos, aquele que só tem lembranças ruins da maratona possivelmente terá grandes dificuldades de relacionamento com a maratona.

Caso você esteja prestes a debutar na maratona, não se intimide por ela. Imagino que agora você está nervoso, como medo de não conseguir, achando que não é para você, que foi um erro ter se inscrito.

Mas muito provavelmente seu corpo já está pronto para os 42,195km. Agora é sua mente o maior obstáculo. Por isso, acredite, não é o resultado da prova que vai definir sua vida corredora, assim como não é o primeiro beijo que definirá seus relaciona,entos. Mas como você vai deixar isso afetar você.

“Não são as coisas que nos perturbam, mas os julgamentos que fazemos sobre elas.” EPICTETO

Dito isso, acredite, você está achando que a preparação é longa, difícil. Vai achar também que a prova é longa, interminável. Mas como aquele primeiro beijo que durou poucos segundos foram rápidos e eternos ao mesmo tempo, a maratona será da mesma forma. Escrevo aqui já tendo corrido 50km em um único treino. Já fiz outras maratonas e acredite, depois de passado, todo o processo, se feito adequadamente, você sentirá saudades e principalmente que foi tão rápido que nem teve tempo de desfrutar. Não importa quantas outras fizer, vai ter sempre saudades e carinho dessa primeira maratona.

Para aqueles que já fizeram e tiveram traumas e nunca mais querem fazer, vocês têm a oportunidade de usar isso a seu favor, como crescimento, como desenvolvimento da capacidade de superar traumas que poderá ser usado para a vida toda. Assim como uma pessoa que teve o primeiro beijo desastroso, mas soube lidar com isso para ter relacionamentos saudáveis, você também pode fazer a mesma coisa com a maratona. Acredito, inclusive, que um segundo ciclo, após um primeiro traumático, será ainda mais transformador do que se o primeiro tivesse sido agradável.

Para você debutante, aproveite. Escolha uma prova alvo que você se identifique com o lugar, chame os familiares para torcer, registre todos os momentos, tire fotos, faça vídeos, converse com os amigos sobre isso, cuide dos seus equipamentos, desfrute da jornada. Permita-se experenciar, sem comprometer o planejamento. Faça desse primeiro beijo, ou melhor primeira maratona, algo especial.

Você vai passar por uma montanha russa de sentimentos, vai temer, vai ficar ansioso, vai sorrir, vai chorar, não lute com seus sentimentos. Apenas os observe, contemple-os. Isso tudo faz parte do pacote “transforma pela maratona”. Assim como o primeiro beijo, sinta-o. Viva o momento.
Vai se conectar com Deus, vai sentir que é ele quem corre os últimos quilômetros por você. A respiração vai falhar, não pelo cansaço, mas pelo choro de emoção antes mesmo de acabar.

É lindo, é eterno, é mágico. Não me lembro do meu primeiro beijo, mas me lembro da primeira maratona e até hoje sinto a emoção dela correndo pelo meu corpo.

Seu cérebro vai registrar essa experiência, decida como quer que ela seja lembrada. Sua primeira maratona vai ser seu primeiro beijo pela segunda vez.

Parabéns, estreante, você agora é um maratonista!