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Precisa ter condicionamento físico de atleta para correr uma maratona?


Primeiro, entenda que no Endurance a capacidade física é dada em consumo de oxigênio máximo. Um atleta de elite tem aproximadamente 75 e um amador por volta de 45


Outra diferença é a velocidade que se alcança isso em um teste.
O “elite” costuma alcançar perto de 24km/h. Vamos supor que você alcança perto dos 13km/h

Nem o “elite” nem o amador, consegue sustentar um esforço por muito tempo nesse teto, por isso, corremos num nível um pouco abaixo, num ponto que há grande perturbação no nosso sistema, mas que ainda conseguimos suportar. Chamamos de limiar. Ele na verdade não é um ponto específico, mas uma zona, uma faixa de intensidade.
Entretanto, o “elite” consegue deixar cair menos do que o amador, vamos considerar próximo de 90%, que para quem tem o teto no 24km/h seria por volta de 21,5km/h, foi p recorde da maratona.

enquanto para um amador fica perto de 80%, nesse exemplo nosso que o teto seira 13km/h a velocidade de limiar seria perto de 10,5km/h

Um outro detalhe também deve ser considerado, que é a resiliência fisiológica. Principalmente depois da metade da prova, com o desgaste, esse limiar cai um pouco, o “elite” deixa cair ou as vezes nem deixa, como foi no caso do recorde mundial. Já o amador, cai muito, então vamos considerar que esse limiar no início da prova é perto de 10,5km/h, mas no final da prova está no 9,5km/h


Considerando que ainda outros fatores como clima, altimetria, experiência, emocional podem afetar a performance, vamos considerar que você consiga correr a maratona por inteiro no ritmo um pouco menor ainda, por exemplo de 9km/h. Isso significa que terminaria a maratona perto de 4 horas:41 minutos.
um pace médio de 6 minutos e quarenta segundos por km.
Isso é bem perto da média mundial.

Isso mostra que não precisa ter condicionamento de atleta, mas tem a ponderação, você precisa ter comportamentos de atleta,
Alimentação

Sono

Fortalecimento

Respeitar os treinos.
seguir as orientações corretas.

Caso queira correr com segurança e qualidade, considere assinar ao aplicativo de treinos para corredores que crie; Panzeri Run. Conheça mais no meu Instagram.

Treino para hipertrofia: Parte VI Conclusão sobre treino na musculação


Com a publicação das postagens anteriores sobre treino para hipertrofia descobrimos que:

ü  É importante treinar as diferentes manifestações da força (Força máxima, resistência de força, força de partida e força explosiva).
ü  De acordo com o estimulo dado o corpo pode conquistar força através de adaptações neurais ou hipertróficas e para tanto conhecemos as normativas de treinamento de Schimidteblach para cada objetivo.
ü  Que a elaboração do treino depende da interação entre todos os componentes da carga de treinamento e as variáveis estruturais da musculação.
ü  Que a manipulação de um programa de treinamento abrange vários fatores e, portanto, é muito complexo, exigindo a presença e orientação de um Educador Físico qualificado para o acompanhamento do treinamento.

O encerramento dessa pequena série sobre “Treino para hipertrofia” não encerra o debate sobre esse tema aqui no blog. Posteriormente voltaremos a falar sobre esse assunto analisando outros aspectos ou aprofundando as explicações sobre o que já foi abordado.


Espero também a interação dos leitores para debater sobre o assunto e assim enriquecer ainda mais o blog.

Treino para hipertrofia: Post V Variáveis estruturais da musculação


No treinamento de musculação é muito comum dúvidas sobre qual a amplitude do movimento a ser realizado, se ajuda de algum colega (leve) é adequada ou não, qual a velocidade do movimento do exercício, entre outros questionamentos.  Esses quesitos podem ser considerados como as Variáveis do Treinamento.

Chagas e Lima, 2008, consideram 12 variáveis: Ação muscular, posição dos segmentos corporais, duração da repetição, amplitude do movimento, trajetória, movimentos acessórios, regulagem do equipamento, auxílio externo, pausa, número de sessões de treino, número de exercícios, número de séries, número de repetições e o peso.

Note que algumas variáveis compõem alguns dos componentes da carga de treinamento descritos no post anterior. Vale ressaltar, também, que todas elas se interligam e a manipulação de uma determinada poderá alterar toda a configuração do treino e até em alguns casos mudar totalmente o foco proposto.

Imagine que para realizar um exercício 3 séries com 10 repetições, pausa de 1 minuto e intensidade de 80% o individuo utilize a duração de cada repetição de 2 segundos. Ao pré-determinar que a duração seja de 6 segundos, provavelmente ele precisará alterar algum dos outros componentes da carga de treinamento, como exemplo o volume, diminuindo de 10 para apenas 4 repetições. Isso poderá alterar completamente os objetivos do treinamento. Desse modo, para não alterar a configuração proposta ele utilizará de alguma ajuda externa, como um “leve” ou reduzirá a amplitude do movimento por exemplo.

Dessa forma, fica evidente que a manipulação do treinamento depende de análise e interpretação de infinitos parâmetros. Assim sendo, percebemos que a riqueza de detalhes permite uma infinita possibilidade de diferentes alterações no programa de treinamento de um indivíduo.

Portanto, a presença e o acompanhamento de um Educador Física são fundamentais para a mais adequada prescrição possível respeitando as capacidades, limitações e objetivos de cada praticante da musculação.



Referência Bibliográfica: Chagas, Mauro Heleno; Lima, Fernando Vitor, (2008): Musculação: Variáveis estruturais. Belo Horizonte: Casa da Educação Física.